North American T-6
A história
desde mito começa nos idos de 1937, quando o North American AT-6
venceu uma acirrada disputa entre os grandes fabricantes norte-americanos
para o desenvolvimento de um novo treinador de combate para a Força
Aérea.
Originário do BT-9, que tinha um motor de 400hp e trem fixo, o
projeto foi melhorado, ganhou um trem retrátil, um motor Pratt&Whitney
“ Wasp” de 600hp e foi um sucesso absoluto. Recebeu a designação
militar de AT-6 de “Advanced Treiner” (SNJ pela Marinha) e
foi fabricado entre 1940 e 1954, sendo o último deles produzido
no Canadá. O Brasil também chegou a fabricar 81 exemplares
entre 1945 e 1952 em Lagoa Santa – MG, sob licença. No total
15.649 unidades foram fabricados no mundo.
Este avião foi largamente utilizado na guerra como treinador avançado,
era o passaporte aos caças mais avançados como os P-47 e
P-51. Entretanto, algumas unidades chegaram a se utilizar dele em combate
para missões de ataque ao solo, observação e até
escolta de bombardeiros, forçando-os aos combates aéreos.
A FAB se utilizou dos T-6 até a década de 70. Em 74 foram
substituídos pelos “Universal T-25” nos vôos
de instrução, e em 1976 a Esquadrilha da Fumaça aposentava
as últimas unidades da Força Aérea. Atualmente a
Extreme tem três destas maravilhas em seu elenco, o PT-KRC, o PT-LDQ,
o PT-LDO.
Mas já começou a restauração da Quarta aeronave,
o PT-KVG, que promete ser próximo NA T-6 a participar das coreografias
nos céus.
É um monomotor de asa baixa, trem retrátil, com uma robusta
fuselagem semi-monocoque em tubos de aço soldados revestidos com
painéis de alumínio, facilmente removíveis para manutenção.
As asas também metálicas, acomodam dois tanques de combustível
(um de cada lado) com 55 galões de capacidade cada um.
Sob elas atuam os flaps hidraulicos tipo “split”, com deflexão
de até 45°. As superfícies de comando são enteladas
e comandadas através de cabos. O canopy deslizante dá um
charme bem especial a esse conjunto.
O grupo motopropulsor é movido por um Pratt&Whitney radial
R-1340-Na-1, de nove cilindros que desenvolvem 600hp. A hélice
é uma Hamilton-Standart bipá metálica, de velocidade
constante.
As aeronaves operadas pela Esquadrilha OI mantém suas características originais,
só dispoem a mais de um reservatório de óleo com
cerca de 90lts, localizado atrás do banco do passageiro, para alimentação
do sistema de geração de fumaça. Este funciona de
maneira simples, com um bomba elétrica injetando o óleo
na saída do escapamento, que ao queimar deixa o rastro de fumaça.
Quem voa em um North American jamais esquece. Os que já voam o
elegeram um dos melhores treinadores militares do mundo, com uma excepcional
qualidade de vôo. E aqueles que voam pela primeira vez, têm
a impressão de estar voando em um autêntico “Cadilac
alado”.
(Fonte: Extreme Táxi Aéreo, proprietária do Circo Aéreo OI)